Luciano Pires

 
 
  
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   Nós vai
P:  5/3/2008 5:58:05
Zé Rodrix

Isqueiro

Total de Publicações: 39
Última postagem: 13/5/2009
Membro desde: 16/2/2007



PERFIL

Desde muito cedo decidi-me a trabalhar com criação, sendo o que se chama de multi-midia em diversas áreas da mesma. Nos ultimos anos, alem de todas as atividades como musico e publicitario, dediquei-me a escrever, já tendo lançado dois volumes da TRILOGIA DO TEMPLO ( a saber JOHABEN: DIARIO DE UM CONSTRUTOR DO TEMPLO e ZOROBABEL: RECONSTRUINDO O TEMPLO ) e a fazer palestras no Brasil e no exterior, todas na área de conhecimento e criatividade. Adepto do pensamento complexo ( quem ja leu Edgard M

NÓS VAI

Nossa sociedade nao apenas distribui conhecimento segundo estamentos

de classe, mas principalmente se especializa em mante-los estanques e 
imutaveis para que o equilibrio e a hierarquia nao sofram mudanças: 
veja por exemplo o idiota da USP que no ultimo CAROS AMIGOS diz que 
"cientificamente NOS VAMOS é a mesma coisa que NOS VAI", sem perceber 
que com isso estará apenas mantendo os usuarios de NOS VAI em patamar 
sensivelmente inferior ao dos usuarios de NOS VAMOS, porque linguagem 
É poder, e serve especificamente para que os membros de um mesmo 
estamento se reconheçam, dispensando e rejeitando os que nao façam 
parte dele. E este idiota se sente "revolucionariamente de esquerda e 
pro-proletario", sem perceber que esta smais uma vez defendendo o 
poder de sua classe (sim, sendo da USP, ele É classe dominante...) 
sobre todas as outras: afinal, em toda a entrevista, ele usa varios 
NOS VAMOS, mas nenhum NOS VAI....(rsss)
A criação formal deste novo vicio de manter os dominados no papel 
subalterno vai longe, incluindo a perpetuação de sua linguagem 
proletaria como distorcida forma de "orgulho de classe", junto com a 
"permissão" de que escolham para seus curriculos escolares aquilo que 
desejam aprender, sem que lhes seja dado o conhecimento suficiente 
para que mudem de patamar ou se tornem tão poderosos quanto seus 
dominadores. Em todos os casos, a necessidade sempre será mais 
importante que a vontade: o que o mundo precisa raramente é o que o 
mundo quer, mas para quem decide os destinos do mundo a perpetuação 
dos dominados neste papel faz sempre mais sentido que a 
"democratização do conhecimento". Enganar a população com falsas 
promessas de poder( " voce decide como fala e o que quer estudar') so 
os coloca permanentemente na folha de serviços, nunca no patamar do 
controle: os filhos dos poderosos, na sua busca pela perpetuação do 
poder, são levados a estudar nas melhores escolas, onde se lhes exige 
perfeição absolutas segundo os padrões dos poderosos, porque deste 
aprendizado do qeu é NECESSARIO é que nasce a manutenção do poder 
sempre nas mesmissimas mãos. Nenhum poderoso fala NOS VAI: seus 
filhos tambem nao.
Democratização do ensino seria dar a todos O ABSOLUTO MELHOR, mesmo

que este melhor nao fosse agradavel ou divertido: o mundo nao se move 
atraves do prazer ou da vontade, mas sim da necessidade e das 
exigencias da vida. Todos os seres humanos deveriam estar estudando 
em excelentes escolas suiças, passando pelas mesmas oportunidades e 
pelas mesmas exigencias de excelencia que as tornaram superiores: ai, 
sim, o poder seria democraticamente possivel para todos, e nao apenas 
para alguns, nao por acaso os mesmos de sempre, que ficam rindo dos 
empregados quando, em vez de usar NOS VAMOS, eles usam NOS VAI. Qual 
dos senhores que me lê contrataria um empregado que escrevesse NOS 
VAI em seu curiculo,  a nao ser para as posições mais subalternas e 
desimportantes, como normalmente se faz com quem escreve errado?
Igualdade de oportunidades pressupõe exigencia de excelencia: so 
assim os melhores se destacam, meritoriamente, nao importa de onde 
tenham vindo, nem da cor de sua pele. Nivelar por baixo as exigencias 
para as classes menos privilegiadas, como forma de aparentar um 
democratismo espúrio,  é simplesmente perpetua-las como inferiores, e 
neste sentido a linguagem é uma ferramenta essencial. Se a lingua 
oficial é a lingua dos poderosos, e os poderosos são o inimigo, 
melhor que aprendamos com perfeição a sua lingua, para poder 
compreende-los melhor do que eles nos compreendem, e atraves desta 
ferramenta da linguagem nos tornarmos capazes de substitui-los nas 
posicões de poder, na exata medida de nossa competencia e capacidade.

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P: 9/3/2008 8:52:09


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Fala Zé!
É a reedição do "bom selvagem" de Rousseau. As "camadas populares" coitadinhas devem ser protegidas em sua cultura (ou falta dela) assim eu, como cidadão culto, não preciso preocupar-me com a elitização cultural pela que passamos. Protejam os ianomamis, os micos-dourados e os "nóis vai"!

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P: 24/3/2008 4:04:58
Karem Helena

Member

Total de Publicações: 303
Última postagem: 22/7/2010
Membro desde: 12/9/2005

Oi Zé e Professor Fernando.

Logo que casei, eu tinha uma moça que me ajudava na limpeza da casa. Um dia fui ao médico e disse a ela : Nancy, dê, por favor, uma limpadinha, rápida ,no lavabo e no hallzinho e quando eu chegar faremos o resto Ok ??? Chovia.
 
Quando voltei , ela veio quase chorando e me disse : Karem eu não fiz o que você me pediu . Perguntei: - Aconteceu alguma coisa ???

E ela : eu não sei o que é lavabo e nem aquela outra coisa que você me falou.

Doeu-me o coração : fiquei mais de uma hora sentada ,com ela, explicando e ensinando uma porção de coisinhas do dia-a-dia.

Ufff.... que dó. Mas sei que ,atualmente ,ela terminou o ensino fundamental e estava noiva de um padeiro.


Depois mudei de cidade. Mas que Deus a abençõe. Sempre.


Um beijo pra vocês.     Karem Helena.

Quanto mais eu vivo, mais eu percebo o impacto da atitude na vida.Ela é mais importante que o passado,que a educação ,que o dinheiro, que as circunstâncias,que os fracassos, que os sucessos e do que as outras pessoas pensam, dizem ou façam.

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P: 24/3/2008 4:46:36
Klaus

Member

Total de Publicações: 2.437
Última postagem: 8/2/2010
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Profa. Carin Narcisa:

A pobre moça deve ter entendido que limpeza no lavabo e no hallzinho seria algo impublicável, daí o chôro. Deve ter tomado uma chuveirada legal ou acionado o bidê...

Para evitar mal-entendidos é preciso adaptar-se o modo de falar ao nível daqueles a quem nos dirigimos. Nem todos possuem licenciatura em filosofia pela PUC com extensão em terras de França. Como noiva de padeiro, logo, logo a moça aprenderá que pãozinho francês não existe na França e que em Portugal chamam-nos caralhotas*, nada porém que a faça corar novamente.

*CARALHOTAS OU CACETES. Uma refeição portuguesa tem sempre pão à mesa. As caralhotas são pequenos pães típicos da região de Almeirim. Já os cacetes são comuns em todo o país. É fácil encontrar um português com o cacete na mão (eles colocam dois ou três cacetes na tua mesa e tu pagas pelos que comeres).
(Minás Kuyumjian, em Iscas Culinárias, 'Portugal pornô à mesa',19/02/2008.)

Klaus

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