Zé Rodrix
Isqueiro
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Total de Publicações: 39
Última postagem: 13/5/2009
Membro desde: 16/2/2007
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| PERFIL |
Desde muito cedo decidi-me a trabalhar com criação, sendo o que se chama de multi-midia em diversas áreas da mesma. Nos ultimos anos, alem de todas as atividades como musico e publicitario, dediquei-me a escrever, já tendo lançado dois volumes da TRILOGIA DO TEMPLO ( a saber JOHABEN: DIARIO DE UM CONSTRUTOR DO TEMPLO e ZOROBABEL: RECONSTRUINDO O TEMPLO ) e a fazer palestras no Brasil e no exterior, todas na área de conhecimento e criatividade. Adepto do pensamento complexo ( quem ja leu Edgard M |
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NÓS VAI
Nossa sociedade nao apenas distribui conhecimento segundo estamentos
de classe, mas principalmente se especializa em mante-los estanques e imutaveis para que o equilibrio e a hierarquia nao sofram mudanças: veja por exemplo o idiota da USP que no ultimo CAROS AMIGOS diz que "cientificamente NOS VAMOS é a mesma coisa que NOS VAI", sem perceber que com isso estará apenas mantendo os usuarios de NOS VAI em patamar sensivelmente inferior ao dos usuarios de NOS VAMOS, porque linguagem É poder, e serve especificamente para que os membros de um mesmo estamento se reconheçam, dispensando e rejeitando os que nao façam parte dele. E este idiota se sente "revolucionariamente de esquerda e pro-proletario", sem perceber que esta smais uma vez defendendo o poder de sua classe (sim, sendo da USP, ele É classe dominante...) sobre todas as outras: afinal, em toda a entrevista, ele usa varios NOS VAMOS, mas nenhum NOS VAI....(rsss) A criação formal deste novo vicio de manter os dominados no papel subalterno vai longe, incluindo a perpetuação de sua linguagem proletaria como distorcida forma de "orgulho de classe", junto com a "permissão" de que escolham para seus curriculos escolares aquilo que desejam aprender, sem que lhes seja dado o conhecimento suficiente para que mudem de patamar ou se tornem tão poderosos quanto seus dominadores. Em todos os casos, a necessidade sempre será mais importante que a vontade: o que o mundo precisa raramente é o que o mundo quer, mas para quem decide os destinos do mundo a perpetuação dos dominados neste papel faz sempre mais sentido que a "democratização do conhecimento". Enganar a população com falsas promessas de poder( " voce decide como fala e o que quer estudar') so os coloca permanentemente na folha de serviços, nunca no patamar do controle: os filhos dos poderosos, na sua busca pela perpetuação do poder, são levados a estudar nas melhores escolas, onde se lhes exige perfeição absolutas segundo os padrões dos poderosos, porque deste aprendizado do qeu é NECESSARIO é que nasce a manutenção do poder sempre nas mesmissimas mãos. Nenhum poderoso fala NOS VAI: seus filhos tambem nao. Democratização do ensino seria dar a todos O ABSOLUTO MELHOR, mesmo
que este melhor nao fosse agradavel ou divertido: o mundo nao se move atraves do prazer ou da vontade, mas sim da necessidade e das exigencias da vida. Todos os seres humanos deveriam estar estudando em excelentes escolas suiças, passando pelas mesmas oportunidades e pelas mesmas exigencias de excelencia que as tornaram superiores: ai, sim, o poder seria democraticamente possivel para todos, e nao apenas para alguns, nao por acaso os mesmos de sempre, que ficam rindo dos empregados quando, em vez de usar NOS VAMOS, eles usam NOS VAI. Qual dos senhores que me lê contrataria um empregado que escrevesse NOS VAI em seu curiculo, a nao ser para as posições mais subalternas e desimportantes, como normalmente se faz com quem escreve errado? Igualdade de oportunidades pressupõe exigencia de excelencia: so assim os melhores se destacam, meritoriamente, nao importa de onde tenham vindo, nem da cor de sua pele. Nivelar por baixo as exigencias para as classes menos privilegiadas, como forma de aparentar um democratismo espúrio, é simplesmente perpetua-las como inferiores, e neste sentido a linguagem é uma ferramenta essencial. Se a lingua oficial é a lingua dos poderosos, e os poderosos são o inimigo, melhor que aprendamos com perfeição a sua lingua, para poder compreende-los melhor do que eles nos compreendem, e atraves desta ferramenta da linguagem nos tornarmos capazes de substitui-los nas posicões de poder, na exata medida de nossa competencia e capacidade.
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