Luciano Pires

 
 
  
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   O GRITO

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P: 16/6/2007 11:42:32
Vir Obscurus

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Total de Publicações: 3.069
Última postagem: 21/5/2010
Membro desde: 12/6/2006

Bom dia,

S.Paulo, o estado e a cidade, têm boa parte da sua têmpera formada pelos desdobramentos causados pelo ciclo do café. Entre os séc. XIX e início do séc. XX, emigrantes de todos os cantos do mundo vieram ao estado, atraídos pela riqueza proporcionada pelo ciclo do café: da lavoura, passando pelo escoamento culminando no embarque no porto de Santos, rumo aos mercados.

Cito um trecho do livro “História e Tradições da Cidade de São Paulo” [vol. I], de Ernani Silva Bueno: “Depois de meados do século passado (XIX) o afluxo de emigrantes europeus em escala notável para a capital de São Paulo reforçaria mais ainda essa diferença de composição étnica entre sua população e a de outras cidades-grandes do Brasil, e introduziria traços culturais novos em Piratininga: nos costumes, nas relações sociais, na arquitetura da cidade. Já em 1895 era São Paulo uma cidade essencialmente cosmopolita: em números redondos, de seus 130 mil habitantes, 71 mil eram estrangeiros e apenas 59 mil eram brasileiros. Dos estrangeiros, pequeno número de ingleses, de belgas e de suecos, cerca de mil austríacos, de mil e cem franceses, de dois mil e quatrocentos alemães, de quatro mil e oitocentos espanhóis, de quinze mil portugueses e de quase quarenta e cinco mil italianos.”.

Esta característica cosmopolita, inclusive, ensejou meu pai a dirigir-se para cá quando saiu, após o fim da guerra na Europa, do campo de prisioneiros alemães que existiu na Bahia. Em qualquer outro lugar no país os alemães eram estigmatizados por conta dos horrores causados pelo III Reich e, em uma S.Paulo de alma eminentemente italiana, muitos alemães encontraram refúgio. Singelamente, meu velho, adotou o Palmeiras (Palestra Itália) como seu time preferido (para futura exacerbação do seu filho santista... ☺), como um tributo ou uma forma de agradecimento.

A têmpera gaúcha foi formada ao longo de séculos de luta. A secular peleja contra o invasor castelhano e, posteriormente, as inúmeras revoluções e contra-revoluções deram ao gaúcho esta característica rebeldia que, aqui mesmo, neste tópico, alguém já chamou de “ser do contra”.  Neste particular, para compreensão da “alma gaúcha”, recomendo a leitura da monumental obra de Érico Veríssimo: “O Tempo e o Vento”.

Sou um admirador da têmpera cosmopolita paulista/paulistana, não pelo fato de ser paulistano, mas por considerar o “ser cosmopolita” o ápice do desenvolvimento, como direi, da cidadania, do ser democrático, da consciência, de uma visão política global, etc. Receio “os gritos” vindos de consensos algo localizados e por isto mesmo limítrofes e estreitos, oriundos de têmperas destemperadas (sorry), algo belicosas e fruto de características de formação regional.

Ouço e leio com freqüência críticas aos paulistas/paulistanos por causa de uma eventual má conduta diante do migrante nordestino, que, este, teria, com seu suor e forças, construído a pujança física principalmente da cidade (tremendo exagero) e, que agora, discretamente está sendo “convidado a retirar-se”, etc.  Simplismo! Além de ser impossível, agora, querer, “erradicar” a presença e influência nordestina da cidade, esquece-se que o afluxo dos migrantes, especialmente do Nordeste, é fruto da crônica incapacidade dos governos dos estados de origem do migrante de prover condições dignas para que a permanência venha a ser preferida à migração. Na verdade, quando se trata destas populações, migração ou imigração são eufemismos, na realidade estamos falando de refugiados da miséria! E, os paulistas/paulistanos não têm culpa disto... Portanto não venham apontando o “dedãozão”, agora, quando tendem a crescer os problemas decorrentes da exaustão do mercado de trabalho ou da crescente necessidade de qualificação.

E, fechando o meu arrazoado, digo que também demos nossa contribuição de “do contra”, afinal o berço deste partido “new age” (“diferente de tudo o que está aí” – piada...) que é o PT e o petismo, em última análise foi S.Paulo, foi no ABC e não no Rio Grande do Sul...

Abraço
 




Hans

I'm a man without convictions
(Boy George)

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P: 16/6/2007 2:18:31
Estanqueiro

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Caros amigos, bom dia!

Acho que o grito virá de onde a dôr mais aperta, parece até engraçado mas é a pura realidade, pelo menos a meu ver.

É bonito o sentimento de nacionalismo dos gaúchos? É.
É bonito toda essa gratidão à patria que os acolheu? É.

Como no caso do Sul, se bem que em Pernambuco ocorre outro fenômeno, talvez a falta de um conhecimento maior sobre mundo.
Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, cidades grandes com grandes problemas, ficou difícil essa comunhão de idéias e tradições, mas acredito certamente que o grito deverá vir exatamente de onde mais sentimos a falta dele. Exatamente das grandes cidades, São Paulo, Rio ou Minas Gerais.

Aliás o grito, deve ser nacional!

A capacidade de indignação deve tomar conta de quem está sofrendo na pele toda essa situação. Precisamos indignar-se, mudar o nosso modo de pensar, e fazer a nossa parte veiculando informações e destruindo posições corruptas, se é que ainda podemos, tamanho é a inculcação da sociedade achando tudo isso normal.

É uma grande batalha a vencer, mas se cada um fizer a sua parte, poderemos mudar a mentalidade dessa sociedade e trazer ao Brasil, dias melhores.

Estanqueiro.

http://www.paocomazeite.blogspot.com
Marcio Barroso Estanqueiro

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P: 18/6/2007 9:14:01
EDITORA DO FÓRUM

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Última postagem: 21/5/2010
Membro desde: 11/2/2005

SÃO PAULO TEM LIGA , SIM. O QUE FALTA A SÃO PAULO É PAULISTANO E  PAULISTA
AUTÊNTICOS. E ELES EXISTEM. SÃO ELES  QUE DE TÃO BEM QUE   RECEBEM O 
BRASIL E O MUNDO, ESQUECEM-SE DE SI MESMOS. É O PAULISTA QUE DÁ  CIDADANIA A QUEM
NEM IMAGINOU QUE TINHA. DÁ ABRIGO E TRABALHO ÀQUELE MESMO PERNAMBUCANO QUE
NÃO ERA NINGUÉM NA SUA TERRA NATAL; QUE RESPEITA E RECEBE  O GAÚCHO; QUE
TOLERA TODAS AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS  DO BRASIL E DO MUNDO.
PARA O BEM OU PARA O MAL SERÁ DE SÃO PAULO QUE SURGIRÃO AS LAMENTÁVEIS OU
LOUVÁVEIS  "MARCHAS COM DEUS PELA  LIBERDADE" OU A PRÓXIMA REVOLUÇÃO
CONSTITUCIONALISTA - SABE-SE LÁ.

Raisa

Revisões : 0   |    Publicada em:  18/6/2007 9:14:01    |    IP:  Gravado:    |    Reporte esta mensagem
P: 18/6/2007 9:15:32
EDITORA DO FÓRUM

Administrator

Total de Publicações: 2.153
Última postagem: 21/5/2010
Membro desde: 11/2/2005

Vou colaborar contigo e provar também que aqui no Sul a gente tem cheiro 
de pele, é o que falta ao restante do Brasil, como dizes, SP perdeu a 
identidade! Não deveria se elegessem HUMANOS, não marionetes!
Mas o que desejo que levante nesta Café brasil é sobre o estopim de tudo:
-Negros são Humanos e não devem ter cotas! para que adotar cotas aos 
negros e egressos de Escolas Públicas, se ensinam aos ricos que Cabral 
descobriu o Brasil e mais tarde na Universidade a gente descobre que ele 
veio apenas para tomar posse, às terras de leste, conforme o tratado de 
tordesilhas! Eu estou indignado e até tranquei o meu Curso em caxias do 
Sul porque tudo VIROU COMÉRCIO!
Não apenas as Univesidades do Governo, mas as Particulares é uma blefe! 
Vergonha o preconceito, como a nossa Língua, o Português, que veio do 
Latim vulgar, consumido no Brasil pelas "propagandas do Inglês", o 
preconceito e o que excede contra a raça negra!
Será que o povo tem mesmo cérebro? Ou somos marionetes da Midia e de 
Políticos? É só Moda? O nosso semblante demonstra o que somos! Sou 
rebelde! Não votei em nenhum desses que estão aí! Votei em Yeda aqui no 
Sul e acho que ela iniciou a fase UNIFICAÇÃO POLICIAL, com aproximação do 
Ministério Público Estadual, Brigada Militar e Polícia Civil com a Polícia 
federal! Nós somos outro País aqui no Sul, e isso reflete no 
Pioneirismo.Daqui vieram: Getúlio Vargas, Brizola e outros 
grandes...Sejamos mais brasileiros antes que a imitação que está 
consumindo lentamente o nosso português, pelo Inglês! Campanha para que 
todos sejam mais próprios, a começar nas grandes capitais, como aí em SP. 
espero que fale no café Brasil e pode citar quem escreveu. Apenas para 
lembrar, que devemos cantar com amor os nossos Hinos e tomar aquele 
chimarrão demonstrando a afinidade do gaúcho, que não perdeu a 
personalidade!
Um abraço,
Cláudio

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P: 18/6/2007 9:29:28
Marcelo Brito

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Tenho um exemplo na familia, meu pai mora ha 18 anos em Porto Alegre, Paulista do interior,  deixou seu emprego de anos na falida Casa Anglo Brasileira ( Mappin ) e picou a mula para o sul, confesso que ele é um heroi, por anos antes da sua aposentadoria em pleno inverno com -3 graus acordar as 6:00 da matina , tomar um banho e esperar 30 minutos o monza a alcool esquentar para sair para o trabalho é coisa de louco, mas enfim , uma mudança que 1.000 km que te da a impressao de estar em outro pais,  realmente na minha opnião o Rio Grande no geral parece outro pais, muito diferente a o que estamos acostumados,  um impacto rico em detalhes, um lugar aonde suas falevas é povoada por loiros e loiras,  aonde a velocidade das avenidas é medida pela sinalização ,  aonde morar longe do trabalho é morar a 30 minutos de onibus, no shopping se acha vaga para estacionar, aonde se vai no super (supermercado) se passa na lomba (lombada) aonde tudo é tri - legal,  aonde vc tem 2 opções ou é colorado ou gremio,  aonde a pizza é pessima, mas o vinho é bom, aonde a prostituda fica de um cando a outro da calçada , pois é proibido fazer ponto, ou seja como qualquer cidade tem suas manias e abtos, mas la a diferença é diferente.

Marcelo Brito

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P: 18/6/2007 10:20:10
alisson Berkenbrock

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Marcelo, sem querer desprezar os demais estados, o Rio Grande Do Sul é sem dúvida alguma o melhor estado do Brasil, e sabe o que faz a diferença lá? O povo.
Note bem. Em São Paulo moram pessoas de todos os estados do Brasil, na maioria dos estados da região nordeste. Um cearense que vai pra Sampa, nunca deixará de ser cearense, mas se ele fosse para o RS, se tornaria gaúcho, pois se adaptaria aos costumes de lá, e um desses costumes é o patriotismo, não pelo país e sim pelo estado. É raríssimo você encontrar lá um torcedor do flamengo, do vasco ou de algum time paulista. Lá ou você é colorado ou gremista. É comum na redenção, parque de Poa, você ver as pessoas de bombacha e chapéu tomando chimarrão num roda de amigos.
Devemos lembrar também que foi do RS que sairam os maiores nomes revolucionários do Brasil. Bento Gonçalves, Leonel Brizola, Getúlio Vargas e tantos outros que buscavam o progresso a todo custo, e que lutaram por aquilo que acreditavam. Sabe onde esta a diferença? O povo de lá sabe pensar de forma livre, sem vínculos ultrapassados, ou sem referencias bibliograficas. Enquanto nos outros lugares usam pensamentos de outros, lá o pensamento é próprio, sem manipulação alguma.
Para você entender melhor, aqui mesmo no fórum é comum você ver textos copiados de vários escritores e filosofos. Pessoas que querem impor sua opinião através do pensamento alheio. Lá não, veja os post do Moacir e do Giosartori. São originais.
Isso meu caro, faz a diferença. Lá não há papagaios. No glorioso Rio Grande Do Sul existem Águias que sabem voar a alturas nem sempre tentada por outros povos.
Por anos viajei a Sampa, atrás de clientes, fornacedores e parceiros nos projetos de Software Livre. Chegou a virar rotina, e eu já era conhecido nos aeroportos Hercilio Luz e Congonhas. Depiis que fui a Porto Alegre e as cidades da região, prefiro pegar meu carro (que faz 20KM/l na estrada) e enfrentar 4 horas de estrada, largando a comodidade do avião, porque lá, até a paisagem é mais bonita.
Se houver ais uma revolução no Brasil, ela partirá de lá, não tenham dúvidas.

"Para ter sucesso neste mundo não basta ser estúpido, é preciso também ter boas maneiras.
Voltaire".

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P: 18/6/2007 2:10:06
EDITORA DO FÓRUM

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É engraçado como as pessoas se tornaram egoístas e não fazem nada em grupo,
em equipe, com união por algo que mude nossa cidade, estado ou país. Nas
empresas nada acontece, pois sempre temos colegas que, com medo de perder o
emprego, nada fazem para reivindicar seus direitos. A única coisa que vemos
acontecer em grupos é o uso da droga, são festas onde adolescentes se
juntam para fumar maconha, e experimentar tantas outras drogas que
conseguem facilmente adquirir.

Hoje ninguém abraça qualquer causa por amor, por acreditarem numa condição 
melhor. As coisas só acontecem se houver remuneração ou benefícios 
pessoais. Temos um mundo onde as pessoas são materialistas e ambiciosas 
demais para enxergarem o seu próximo.

 Um abraço,

 Josi

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P: 18/6/2007 2:11:17
EDITORA DO FÓRUM

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Duvide-o-dó!


Há muito o Rio Grande e sua capital, vêm sofrendo com os últimos governos do
PT (se não me engano esta comuna foi a primeira grande cidade e primeiro
grande estado a eleger um representante para os executivos das mesmas) - e
agora se encontra nesta sinuca de bico a beira do abismo da falência nas
contas públicas. Aliás, disto este pessoal do Sul e do Norte/Nordeste gosta
muito: coisas públicas, principalmente dinheiro e emprego públicos.


Luciano, você é um babão!(no bom sentido). Mas prefiro quando baba pelos que
fazem realmente a liga deste país: os que trabalham, criam, desenvolvem e
pagam impostos neste país.


Já ouvi o Hino Nacional ser cantado por grupos formadores da escória
(Congresso, Senado, Câmaras, Assembléias, etc...)e isto me deu, e me dá, um
nojo, um tremendo de um nojo, porque acabado o canto, sempre arregaçam às
mangas e vão à divisão do putin.


O Grito virá somente quando tomarmos vergonha na cara, claro que apoiado
pela grande mídia com uma bela campanha publiciotária.


Aproveitando: o museu Brennand, como você mesmo disse, com origem numa
família rica e poderosa, realmente é muito lindo e seu escultor fundador
está de parabéns. Mas veja o que o irmão do mesmo têm feito na e à política
deste estado. Se forem verdades as notícias que nos chegam, é de envergonhar
qualquer um e, não há museu que chegará para esconder isto tudo.


Luciano, menos meu caro, menos.


Abs,
Artur

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P: 18/6/2007 4:13:33
EDITORA DO FÓRUM

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Excelente o texto e me fez refletir um pouco em nível de Brasil. Tenho a
impressão que essa falta de identidade que existe em  São Paulo, é a mesma
falta de identidade que existe no Brasil. Quem é o brasileiro? Eu não sei,
penso que pouca gente sabe. Éramos índios. Chegaram aqui os portugueses, já
praticando a corrupção desde então. Depois espanhóis, holandeses, em busca
de aventuras e de algum modo tirar proveito; os africanos, trazidos como
mercadoria adquirida sob sabe-se lá quanta dose de corrupção nos negócios.
Depois os italianos, japoneses, alemães, judeus e outros refugiados de
guerra, em busca da terra prometida.


E nós, mistura de tudo isso, qual é a nossa identidade? Qual é a nossa
cultura? Filhos do "salve-se quem puder" e da "essa é minha, eu vi
primeiro".


Dessa maneira, como identificar nosso "pedigree", o azul do nosso sangue?
Por essas e outras, creio que ainda vai demorar muito tempo para que
possamos montar nosso mosaico, a partir pelos cacos que temos (ou que
somos).


Creio também que, através de povos menos miscigenados, como são os gauchos,
teríamos uma forma de facilitar as coisas e mais rapidamente provocarmos
movimentos de reação a essa situação toda. E daí, assim como voce, terei o
maior orgulho de participar desse processo, até cantando o hino gaucho, pois
se São Paulo existe, não tem a identidade de ninguém.


Um abraço.


Mauro


 

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P: 18/6/2007 5:55:22
Marcelo Brito

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Alisson, nao posso compartilhar da sua opnião ja que nao conheço todo o pais, na verdade nao conheço a maioria dos estados,  e nao posso ter como base noticias vindas de la ou daqui etc..., mas vejo o Rio Grande como um grande estado sim, talvez o melhor que conheço, mas tb reconheço que apesar dos pesares nao é minha praia, por nascer e viver em São Paulo , capital, sou acostumado a vida agitada a facilidades da um agrande cidade, transtornos e mordomias,  transito as 18 e feijoada a qualquer dia da semana as 3 da matina,  filas para tudo e supermercados 24 horas, mais de 60 shopping´s abertos em pleno domingão, rodizio municipal, danceterias que abrem as 2:00 e fecham as 12:00 do outro dia, gastronomia ,  etc..etc...etc...  claro que as vezes paro tudo fico 5 horas na rodovia dos tamoios e dou uma relaxada na praia ou rodo 400km e vou para casa da familia no campo. Tudo tem um preço e o nosso aqui é alto, mas enquando der para pagar eu pago, nao é conformismo é opção.

Marcelo Brito

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P: 19/6/2007 12:25:38
lista

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O Brasil só ira pra frente acabando com isso q é jogado aqui, o Luciano diz:
"Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Ou talvez os Pernambucanos. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo."
Outros dizem que são Paulo é melhor e que eles erguerão a bandeira. Huahua comemos o mesmo capim, a bomba que explodir, no sul ou no norte, vai explodir no rabo de todos, ao invés de discutir quem é o melhor, discuta como se coletizar, como unir as pessoas em um causa, a bandeira não será erguida por ninguém que tente ser melhor que o outro, isso só fecha cada vez mais as diferenças regionais. Um gaúcho ou um Paulista ou um paraibano ou um mineiro, ou qualquer um q habite essa terra, sabe dos problemas e por mais palperrimo q seja nossa cultura de "ajuntamendo" não podemos dizer q quem chupa no ferro quente e é "amiguinho" é digno de uma mudança. E o que tem em Pernambuco de tão especial, meia dúzia de azulejos, q bestificou alguém, somos todos brasileiros, ainda temos o ábito de falar muito e não fazer nada, e não culpemos o povo por isso, pois sempre sobra no rabo do mais fraco.


pra mudarmos, a "n" fatores que influenciam, poderia ficar listando vários aki
mas talvez seja um caso distante de se realizar pois o q esperar de um povo acomodado, q é isso q o brasileiro é, acomodado, recebe uma ajuda do governo, e não mais trabalham, pois esta bom o lucro, mas, como disse, isso provem de "n" fatores tmbm. E o que falar do governo,  dava de dedo nos palanques, não passou de um operário falastrão,  agora um governante mudo mas, se não fosse isso, não haveria eleição pro coitado. A mudança partira de uma elite concientizada, pois o povo esta calado de quatro só olhando seja aqui no sul ou lá no norte.


talvez essa "superioridade" dita do sul, venha da colonização, mas não vou ficar dando aula de história e exemplos, sem duvida o rio grande do sul e o sul é um lugar  excelente, mas se é tão bom p q não se separa construindo um "tijuana".

para o brasil o q falta, como diz nosso amigo, é um "simples voto consciente!"

smk.

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P: 19/6/2007 10:39:43
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Vou com freqüência ao seu site, que, ao lado de Piauí e Caros Amigos, 
formam meu pequeno arquipélago lível, em nosso triste contexto. E aqui quero 
dizer alguma coisa sobre o texto "De onde virá o grito?".

Nele existe um sentimento de revolta por ver a sociedade desmanchando-se
ladeira abaixo. O tema tocou-me porque aquela indagação, que é também 
sonho, a imaginar onde surgirá a primeira fissura na barragem que represa
protestos, apesar não verbalizada, era minha velha conhecida.

Guardo a pergunta há tempos, mas hoje faz parte de recente angústia de 
quem sempre foi otimista até o dia em que sua percepção ganhou uns óculos de
discernimento. E desde então, por força de carregar minha bagagem de cruas
informações de bastidor, de ex-marqueteiro, fui posto a olhar em volta e a
receber a ducha fria de "as coisas são assim". Até ficar, como li no site 
em outra crônica, cansado de ver tudo igual, tudo perfeitamente dominado. Seu
caso de Porto Alegre e Recife valem como exceções.

Contudo, faz bem ter essa esperança de que apareça um primeiro grito, e 
que seja tão forte que possa acordar consciências apascentadas por vitrinas e
Revistas Caras. Assim, preciso mandar um recado ao autor. Você, Luciano,
como jornalista, e eu dando aulas, somos formadores de opinião, que não
devem se negar ao papel de tentar acordar esta sociedade coisificada, para
não ser, com o silêncio, cúmplices de um grande acordo cínico, no qual os
valores humanos só sobrevivem nos discursos. Precisamos insistir e 
acreditar que o grito virá. Se renunciássemos a essa esperança, estaríamos 
abandonando nossa condição inconformada para nos transformar em mais outros viciados
telespectadores de uma grande novela de falsos heróis, que só tem final
feliz para patrocinadores.

Continuemos reclamando, Luciano.

José

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P: 19/6/2007 10:41:52
EDITORA DO FÓRUM

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O que é aquilo no site?
É a resposta para a sua indagação!
Mais de três dezenas de e-mails recheados de vaidade, pré-conceito e
ignorância!  Pernambuco sendo tratado como um pequeno vilarejo ???
Sou, com muito orgulho, um brasileiro-nordestino de Aracaju, que para
os que não sabem é a capital de Sergipe, estado situado entre Alagoas e
Bahia.  Ao contrário dos que muitos pensam, temos água potável em
abundância, além de petróleo, cultura e um povo que recebe muito bem os
paulistas, os gaúchos, os paraenses, os americanos, os africanos, e
qualquer um que nos visite ou decida viver em nossa companhia.
O grito continuará a sair de todos os lugares, de forma pontual e com
a sonoridade insuficiente para ser audível, pois não tem intensidade para
superar a grande extensão territorial do nosso País e a falta de
unissonância.
Falta a "brasilidade" !  Falta reconhecer que todos pertencemos à
mesma Nação e que devemos juntos, em coro, fortalecermos a nossa cultura e
o nosso povo, respeitando as diferenças e convivendo em harmonia.
O que seria das grandes cidades sem os imigrantes?  O que seria das
pequenas cidades sem a produção das grandes?
Estamos todos no mesmo barco, fazemos parte de um país maravilhoso
chamado Brasil, cantamos invariavelmente o mesmo Hino, que nos emociona de
igual forma, mas vivemos em uma "guerra fria", uma verdadeira "fogueira das
vaidades".
 Desejo, Luciano, que um dia consigamos formar um grande Coral chamado
Brasil, e que cada um contribua com o seu timbre para, juntos e
harmoniosamente, entoarmos: "...dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria
amada, Brasil !"


Um grande abraço.


Sérgio

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P: 25/6/2007 9:39:54
EDITORA DO FÓRUM

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Mesmo estando fora so país há pouco tempo, surpreendo-me com manifestações
relativas as caracteristicas do povo do meu estado. Pior de tudo, é que o
sofrimento que me fez evadir-me de nossa pátria é compartilhado por milhões
de outros brasileiros que infelizmente não possuem a mesma sorte que eu e
precisam conviver com a paralisia que se apoderou de todos nós.
Com relação à Recife não me espanto, pois algo como 30 anos passados, já
havia presenciado a cultuação de sua cultura popular pela totalidade da
população.
Quanto a minha cidade, sei que não somos muito apreciados por grande parte
dos paulistas/paulistanos, mas efetivamente, temos imã Liga como afirmastes,
somos um povo amalgamado pelas tradições e pelo culto das mesmas através das
gerações implacavelmente. Nós gaúchos, somos antes de tudo Gaúchos e mesmo a
história divergindo sobre o resultado do movimento Farroupilha, temos a
nítida certeza de que somos Brasileiros por plena convicção.  Não é à toa
que onde quer que nos encontremos, basta pouca gente para fundarmos um CTG,
que logo que possui corpo é registrado no Movimento Tradicionalista Gaúcho
em Porto Alegre. Atualmente temos CTGs nos EUA, Canadá, Japão, Inglaterra e
em outras tantos países onde nós "Brasileiros" somos tratados como
apátridas.
Apenas para corroborar uma passagem do teu texto, há um poema gaúcho, de
Glaucus Saraiva, que explica o fenômeno do chimarrão " Amargo doce que
sorvo, num beijo em lábios de prata, tens o perfume da mata molhada. E a
cuia, seio moreno, traduz na sua simplicidade, a velha hospitalidade da
gente do meu Rincão..."
Aqui junto de mim tenho vários gaúchos com quem compartilho o "Mate", mas o
mais interessante é um Mineiro de Carangola, que após conhecer a Seiva
Charrua, e a comunhão na hora de sorvê-la, adotou o hábito com tamanha
intensidade, que atualmente é o maior consumidor de erva-mate de Miami.
Agradeço a lembrança que passas ao Brasileiros, povo de índole intocável,
pacífico, ordeiro e hospitaleiro, que ainda há tempo de tomar às mãos o país
e torná-lo viável para nós e nossos filhos.
Meus parabéns.
Celso

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P: 25/6/2007 9:41:10
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Não me canso de parabenizá-lo, mas especialmente esta crônica é muito importante para mim; sou gaúcha e moro em Santos há mais de 10 anos, porém não dispenso meus rituais trazidos do Sul, como por exemplo tomar meu "chima" onde quer que seja: na praia, numa praça, etc. ouço meus cd's de músicas tradicionalistas e até hoje me arrepio, leio a "zero" e procuro estar atualizada com os acontecimentos de lá; gosto de cumprimentar as pessoas com as quais cruzo freqüentemente, e ao menos sorrir para as demais, estes poucos exemplos que citei fazem com que muitas vezes as pessoas lancem um olhar de espanto (principalmente no caso do chimarrão) percebo cochichos e risadinhas; enfim, concordando com o que tu disseste, acho que a surpresa se dá justamente pela falta de costumes próprios, de amor pela raiz, de respeito pelo próximo...


Tenho esperanças de que o amanhã será mais claro...


Carolina

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P: 25/6/2007 2:14:36
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Foi com muito prazer que li seu artigo me enviado por um amigo. "De onde virá o grito", apesar de sermos conhecidos como "povo de pavio curto", nós os gaúchos; não sei se virá daqui, mas quero muito venha de alguma parte deste imenso e maravilhoso país, geograficamente falando, mas não só, pois temos muitas pessoas valorosas, como vc, por exemplo, que deveriam se sobrepor aos escândalos vergonhosos e  ajudar na educação deste povo que não aprende a pensar na escola. O que é uma pena, pois nossos educadores também perderam suas forças, ou deixarm-se corromper. Aliás, basta colocar o pé no Planalto para tudo mudar. Não é mesmo?
 
Mas o que quero mostrar pra vc que além e cantármos o Hino Rio Grandense do Sul, também cantamos a plenos pulmões, nosso hino informal, "Querência Amada", letra e música de Teixeirinha, nosso mais popular artista regional fora do Rio Grande do Sul, o qual com prazer lhe envio a letra, mas vc  poderá entrar no site: teixeirinha.com.br e ouví-la, realmente somos muito apaixonados pelas nossas raízes, pois temos uma certa consciência de que se cantarmos nossa aldeia cantaremos o mundo.
 
Um abraço e prazer em conhecer o seu site, o qual já inclui em meus favoritos,
 
Fátima  

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sou ex-paulista radicada em Santa Catarina há 22 anos .......vc tem razão...a cultura do povo gaúcho é muito forte.....influenciou muito no modo de viver  do serrano catarinense......hospitaleiro e patriota, acredito também que este povo levantará a bandeira da indignação pela qual passamos neste momento em nosso país...são um exemplo que nós, paulistas, devemos seguir...ao contrário da prof. Ana, lá do Recife, me sinto em casa e sabe o q mais? o sul é o meu país.......

Sonia


 

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Tive uma grande surpresa ao ler o artigo de Luciano Pires em que ele cita Porto Alegre e Recife como exemplos de amor a seus estados de origem, mas me senti reconfortada com a resposta de Alexandre Appel. Nela ele diz quase tudo o que eu gostaria de dizer. Por que quase tudo? Porque sou paulista, , e moro em Recife desde 1974, mas nunca me senti acolhida aqui. Sabe por quê? Porque sou paulista e aqui existe um grande ressentimento contra paulistas. Quer um exemplo? Moro no mesmo edifício desde que vim para cá e mal conheço meus vizinhos... Que dirá trazerem bolo quando volto de viagem...


Esse ressentimento tem me acompanhado até na profissão. Sou professora e já fui demitida de um colégio porque sou paulista. Claro, paulista não é pernambucano, "fala diferente", e isso incomoda muito.


Uma vez, comentando que a frase de Pais Mendonça "Orgulho de ser Nordestino", que muitos pernambucanos colaram no carro, tem a finalidade de aumentar a freguesia, apenas, perguntei a meus colegas, o que aconteceria se eu colocasse no parabrisa do meu carro: "Orgulho de ser paulista". Sabe o que uma delas, professora!, respondeu? - No mínimo seria apedrejada...


Por isso, senhor Luciano Pires, acho que o bonito é sermos todos brasileiros e deixarmos de lado esse "regionalismo barato" que não leva a nada...


Isso que o senhor encontrou em Recife e Porto Alegre, deixei em São Paulo há 33 anos e não recuperei mais...

Ana

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Com certeza o signatário tem razão na falta de indignação do povo brasileiro, mas seus "sentimentos" em relação a associar regionalismo com comunidade parecem-me equivocados.
Creio que esta situação, de falta de espírito comunitário, é rigorosamente presente em todo o país!
Não creio que no RS e em PE seja muito diferente não!
Basear-se no culto ao regionalismo e compará-lo ao sentimento de comunidade vai um abismo de distância!
Tendo morado em São Paulo, afirmo: nas sociedades vicinais de São Paulo o sentimento comunitário é muito maior que em qualquer outra comunidade deste país, assim como no RJ  e na Bahia onde também morei!
Querem um exemplo?
Quem reside em edifícios de apartamento em São Paulo, em regiões de classe média, está acostumado a ver mães deixando por algumas horas seu(s) filho(s) na casa de um vizinho quando necessita ir às compras ou até trabalhar quando a cuidadora não veio.
Estou de volta ao RS há mais de doze anos e nunca ví um gesto como este aqui!!!!!!
No RJ, quando mudamos de um apartamento para outro, é comum o vizinho de andar presentear o que acaba chegando com um bolo, frutas, etc., colocando-se à disposição e desejando boas vindas!
Isto também nunca ví por aquí!
Por outro lado, vejo coisas aqui que me deixam ABSOLUTAMENTE CHOCADO, coisas que nunca ví em São Paulo, no Rio de Janeiro ou na Bahia onde, como disse, já morei.
Por exemplo?
Um motorista literalmente jogar seu automóvel contra um pedestre que está atravessando a faixa de segurança!!!!
Um sentimento de ódio alimentado por muitos gremistas contra os colorados e vice-versa!
Querem um exemplo?
Na quarta-feira quando o Grêmio jogava contra o Boca na Argentina (e foi goleado), num apartamento de cobertura na Av. Ijuí, quase esquina com a Av. Taquara onde resido, onde tem uma clínica de fisioterapia embaixo, um grupo de pessoas espocou foguetes e griou palavrões (gremista filho da puta foi o mais suave) até 01h30 da manhã!!!!!
Isto nunca ví em SP, RJ e na BA!
Talvez o signatário tenha de vir morar por aqui para sentir os problemas que vivenciamos...
O RS é o Estado onde nasci, mas fechar os olhos para nossa realidade é assumir o comportamento do aveztruz que mergulha sua cabeça para não ver nada.
Se ele soubesse que basta uma pessoa ser bem suscedida no RS para ser alvo de toda sorte de invejas, que basta uma mulher ser bonita para ser chamada de puta, talvez ele tivesse outra imagem...
Se ele soubesse que no RS o eleitor faz as escolhas mais estapafúrdias possíveis como em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco etc., ele entenderia que, lamentavelmente o Brasil é rigorosamente todo ele muito igual e que a situação que aí está só tende a piorar e muito!
 
Alexandre

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P: 12/7/2007 9:13:14
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Recebi e.mail com a matéria escrita por ti sobre os gauchos e pernambucanos mas deixastes passar algo que aqui acontece nos estádios de futebol, principalmente no Olimpico ,estádio do GREMIO, o time que está sempre disputando algum título, deves conhecer bem. Em todos os jogos, tanto nacionais como internacionais, ou mesmo disputando a segundona, a torcida canta em coro o hino riograndense. Embora a torcida seja na sua maioria composta por jovens, todos sabem a letra, as escolas , desde o primeiro ano, fazem os alunos cantarem todo o dia, antes do inicio das aulas. Mas o mais importante e emocionante é que todos ao cantar o hino realmente estufam o peito, enchem os pulmões, declarando o seu amor a terra gaucha. Quando tiveres oportunidade não deixe de assistir a um jogo de futebol no Olimpico, é emocionante. Parabéns pelo artigo, tocastes fundo na alma do gaucho. Um abraço,

Carmem

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