As vezes, ao menos para mim, fica difícil responder as suas colocações, devido a forma lúcida e extremamente coerente que você expõe seus pontos de vista. Eu também caçava passarinho e sonhava com a tal espingardinha de chumbo, e que bom que nunca a tive, e que bom que a minha pontaria era ruim com o estilingue.
Lendo seus brilhantes textos, fico a pensar o que faz você se dedicar a questões tão humanas e relevantes, que a maioria das pessoas não compreendem, e tratando-se da sua infância, que também foi minha e de muitos outros. E você muitas vezes ainda pede desculpas justificando, e tem a compreensão de ser mal entendido ou mal interpretado. Isso é para poucos e você está acima de uma média muito incomum.
Felizes das pessoas que podem ler seus argumentos e entender da forma que quiserem, pois cabe a cada um interpretar da forma que particularmente as convém. E questionar a você do jeito que quiserem. E você respeita a todo o tipo de opinião, demasiadamente compreensível pelo envolvimento tão despreendido e bem intencionado.
As vezes, eu penso em questionar a você suas colocações, mas quando penso em responder, não o faço pelo fato de que tal questionamento pode ser particular a mim. E isso meu chapa, é o que acaba te tornando grandioso, o poder formidável de você exercitar o questionamento às pessoas, essa indução benigna. Essa tua capacidade única de botar a gente para pensar, de fazer com que nos perguntemos, e dando a nós, a condição de acharmos nossas próprias respostas.
O amar ao próximo está em ti. Muita luz trazes, e talvez nem sabes. Imagino que deve haver uma legião de pessoas que nem te responde, apenas lê, e participa, como eu por exemplo, que agora escrevo, porque te devo satisfação. Mas teve inúmeros textos teus, que me ajudaram a ser mais feliz, entre outras coisas, e me ajudaram, a ser mais interessado pelas coisas fora de mim, me tornando menos mesquinho.
Deve ter muita gente, que fizesse imenso bem estar.
Deus te dê longa vida, iluminado ser que és.
Afonso