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Dlog Café Brasil - 2/10/2007 1:28:00 - N° 7
         
    Dlog Café Brasil - DUAS ESPÉCIES DE EDUCAÇÃO    
   



DLOG? O QUE É DLOG?  

Blogs são páginas publicadas na rede, em sua maioria, por indivíduos que querem dividir com outros leitores suas reflexões. O nome vem de “web log”, “diário na web”. Blogs são reativos. São publicados e ficam lá, à espera dos visitantes.

 

Pensamos em criar um blog diferente, que fosse até os leitores de forma proativa. Um blog que chegasse por e-mail. Nasceu assim o “Delivery Blog”. Ou DLOG. O nome é ruim? Pode ser. Mas “Youtube” também é...

 

Periodicamente, você receberá o DLOG Café Brasil em sua caixa postal. Também poderá acompanhar todas as edições publicadas em www.lucianopires.com.br/dlog.  

 

O conteúdo do DLOG é o mesmo do Programa Café Brasil, que é produzido e apresentado semanalmente por Luciano Pires em algumas rádios do país e depois transformado em podcasts que você pode ouvir em www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast.

 

O que estiver escrito ou mencionado aqui, pode ser ouvido lá. O programa de rádio tem o ritmo, o som e a emoção que a voz pode trazer. E o boletim traz as imagens, letras, biografias e links que a Internet proporciona. Um complementa o outro.

 

Rádio-Podcast-DLOG... Leia o DLOG. Baixe o podcast. Ouça o programa. Visite o site. Participe de uma inédita integração entre mídias. Deixe o Café Brasil envolver você!

 

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“Todo o homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é dada pelos outros e, muito mais importante, a que ele dá a si mesmo.” - Edward Gibbon, historiador inglês

  

 

 

Bem-vindo ao DLOG Café Brasil. Hoje vamos refletir sobre a agonia de alguns professores diante de alunos que não são exatamente o que eles esperavam que fossem. Já cansamos de ouvir que o futuro do Brasil está na educação. Mas a quantas está a educação dos brasileiros?

 

Para a parte musical, só trazemos talentos “Nota 10. Uma classe bem eclética onde misturamos Egberto Gismonti, Bezerra da Silva, Teixeirinha, Miltinho, Paulo Amorim, Roberto Carlos e o maestro Tom Jobim.

 

Espero que goste da edição, compartilhe suas opiniões e siga acompanhando o Programa Café Brasil pelo rádio ou podcast.

 

Boa leitura!

 

Luciano Pires


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Professor ou Palhaço?

 

 

 

Vamos começar o DLOG com um texto de Nailor Marques Jr., um professor de Literatura Brasileira da cidade paranaense de Maringá. O título é provocador: Eu sou o Palhaço!  

 

 

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo e que, entre seus artistas, havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia. O riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

 

Um dia porém, um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: “não posso procurar o circo... aí é que está o meu problema: eu sou o palhaço”.

 

Como professor, vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão que ensino no vazio, porque, depois de formados, os meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos.

 

Parece que quando meus meninos e minhas meninas caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado no processo.

 

 

 

 Sendo loira, gelada e com grana... vale tudo!

 

 

Isso vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, naquele episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, pois tontos foram os que confiaram nele. “O importante, professor, é que o cara embolsou milhões”, disse-me um; outro: “daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico”, todos se entreolharam e riram.

 

A pergunta é: “é possível, pela lógica, que todo mundo ganhe? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder.” A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiando do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por benefícios; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas. É a lógica da perpetuação da burrice.

 

Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer: “Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior”.

 

De nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.

 

Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! Bravo! E vamos todos rindo e afinando o coro do “se eu livrar a minha cara o resto que se dane”. Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: “Esse é o problema... eu sou o palhaço”.

 

 

 

Você Sabia?

 

Além de professor, Nailor é palestrante e escritor. Já publicou 16 livros e um e-book, principalmente sobre os dilemas atuais da educação. Para saber mais sobre o autor e suas opiniões, acesse seu blog:

 

http://nailormarquesjr.blogspot.com

 


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Palhaços, Malandros ou Manés?

  

 

Miltinho e Elza Soares: o fino do samba

 

 

Depois das reflexões do Professor Nailor sobre o nosso “papel de palhaço” de cada dia, que tal relembrar um grande sucesso brasileiro? É a canção Palhaçada, composta por Luiz Reis e Haroldo Barbosa e que chegou ao topo das paradas na voz de Miltinho.

 

Você sabe quem é o Miltinho? Nas décadas de 40 e 50, ele integrou diversos grupos vocais e chegou a viajar aos Estados Unidos com Carmen Miranda. Em 1960 gravou seu primeiro disco solo, iniciando uma carreira de enorme sucesso. Lançou mais de cem discos! Meses atrás, a Som Livre lançou uma coletânea do artista na série Grandes Vozes. Vale a pena ouvir e relembrar os versos:

 

 

Cara de palhaço

Pinta de palhaço

Roupa de palhaço

Foi este o meu amargo fim.

 

Cara de gaiato,

Pinta de gaiato,

Roupa de gaiato,

Foi o que eu arranjei pra mim.

 

Estavas roxa por um trouxa

Pra fazer cartaz,

Na tua lista de golpista

Tem um bobo a mais

Quando a chanchada deu em nada

Eu até gostei

E a fantasia foi aquela que esperei.

 

Cara de palhaço

Pinta de palhaço

Roupa de palhaço

Pela mulher que não me quer,

Mas se ela quiser voltar pra mim

Vai ser assim,

Cara de palhaço,

Pinta de palhaço

Roupa de palhaço

Até o fim!

 

 

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Alma: grande clássico de Egberto Gismonti

 

 

Por falar na importância de ser o “Palhaço”, não dá pra esquecer da música Palhaço, uma das mais lindas melodias da nossa música. Composta por Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro, foi um dos grandes sucessos do disco Alma, lançado em 1986. Quer ouvir a música no Programa Café Brasil? Clique Aqui.

 

 

 

   

 

 

  

 

 

  

 

Bezerra da Silva: o eterno “embaixador” do morro

 

 

E como debater a malandragem do brasileiro sem lembrar de Bezerra da Silva? Pernambucano do Recife, José Bezerra da Silva acabou encontrando seu lugar na música popular no Morro do Gantagalo, no Rio de Janeiro, onde se tornou o grande nome do chamado “sambandido”.

 

Hoje vamos relembrar o clássico Malandro é Malandro e Mané é Mane, faixa tema do seu disco lançado em 2000. A música foi composta e gravada originalmente pelo sambista Neguinho da Beija-Flor, em 1980, no seu disco Vida no Peito. “Vamu lá rapaziada”...

 

 

E malandro é malandro e mané é mané

Podes crer que é

E malandro é malandro e mané é mané 

Podes crer que é

 

Malandro é o cara que sabe das coisas

Malandro é aquele que sabe o que quer

Malandro é o cara que tá com dinheiro

E não se compara com um Zé Mané

Malandro de fato é um cara maneiro

E não se amarra em uma só mulher

 

Já o Mané ele tem sua meta

Não pode ver nada que ele cagueta

Mané é um homem que moral não tem

Vai pro samba paquera e não ganha ninguém

Está sempre duro é um cara azarado

E também puxa saco pra sobreviver

Mané é um homem desconsiderado

E da vida ele tem muito que aprender

 

 

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Você Sabia?

 

Egberto Gismonti é um dos músicos brasileiros mais dedicados à pesquisa e mistura de ritmos e tecnologias. Estudou choro, flauta, sintetizadores e até música indígena, chegando a morar com os índios Yawalapiti, no Alto Xingu. Essa e outras histórias você encontra em:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Egberto_Gismonti

http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/miltinho.asp

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bezerra_da_Silva


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Gênios, Medíocres e Idiotas

 

 

 

Recebi um texto que fala da reação de um professor para com os seus alunos que faziam bagunça durante a aula. Dizia o professor:

 

 

Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós, professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos, apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes...  É uma pena muito grande não ter como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente, não há como saber quais de vocês são estes alunos.  Só o tempo será capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.

 

 

Que paulada hein? Não sei se a história é verdadeira. Mas concordo com cada palavra que o professor disse...

 

 

O escritor José Ingenieros escreveu, no começo do século XX, que o mundo é feito de gênios de um lado e idiotas de outro. No meio, bilhões de pessoas que usam o bom senso, seguem as normas, atuam por consenso: as pessoas medíocres. São medíocres na medida em que estão no meio, na média, fazendo tudo aquilo que delas se espera. Muitos medíocres estão próximos da genialidade. Outros, da idiotice. O professor fez o correto, alertando aos seus alunos que percebessem em que metade estavam: entre os medíocres e idiotas ou medíocres e gênios.

 

Pois é... Cabe a nós, que desempenhamos um papel de formadores de opinião, refletir sobre a nossa responsabilidade na sociedade. Não precisamos de um país de gênios. Precisamos de um país com uma maioria de pessoas acima da mediocridade, capazes de escapar da estúpida combinação deste começo de milênio: a mídia sem compromisso com o futuro e um sistema educacional estagnado, ambos com a “missão” de transformar o Brasil num país habitado por uma maioria de medíocres-idiotas...


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Pausa para um Retorno aos Anos Dourados...

 

 

Tom e Chico: que dupla!  

 

 

Agora vou fazer uma homenagem aos tempos em que estudar era coisa séria... Vou trazer a canção Anos Dourados, um clássico criado por Tom Jobim e Chico Buarque. A música foi um dos sucessos do disco Passarim, lançado por Tom em 1987. Que saudade!

 

 

Parece que dizes,

Te amo, Maria

Na fotografia

Estamos felizes

Te ligo afobada

E deixo confissões no gravador

Vai ser engraçado

Se tens um novo amor.

Me vejo a teu lado

Te amo?

Não lembro

Parece dezembro

De um ano dourado

Parece bolero

Te quero, te quero

Dizer que não quero

Teus beijos nunca mais

Teus beijos nunca mais

 

Não sei se eu ainda

Te esqueço de fato

No nosso retrato

Pareço tão linda

Te ligo ofegante

E digo confusões no gravador

É desconcertante

Rever o grande amor

Meus olhos molhados

Insanos dezembros

Mas quando eu me lembro

São anos dourados

Ainda te quero

Bolero, nossos versos são banais

Mas como eu espero

Teus beijos nunca mais

Teus beijos nunca mais

 

 

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Por falar em dupla... Cartola e Radamés

 

 

Que tal outro clássico da nossa música? O músico Paulo Amorin interpretando Dois Estudos, composta pelo maestro Radamés Gnattali. Quer ouvir a música no Programa Café Brasil? Clique Aqui.

 

 

 

Você Sabia?

 

Radamés Gnattali nasceu em Porto Alegre, filho de pais italianos. Deu muito trabalho na escola... Era gago e só tirava zero nas provas orais. Depois de ser pressionado pelo pai, saiu com a solução: "eu quero é estudar música”. Essa e outras histórias você encontra em:

 

www.radamesgnattali.com.br

www2.uol.com.br/tomjobim

www.chicobuarque.com.br

 


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Muitos Índices. Pouca Ação

 

 

 

Voltando aos caminhos - e descaminhos - da educação no Brasil, o Professor Fernando Leão, que escreve nas Iscas Intelectuais do meu site (www.lucianopires.com.br), propõe uma idéia bem “ao gosto dos nossos governantes”. Vamos criar mais um índice de desempenho, o Idébil:

 

 

Acabou de sair o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), criado, gerido, aplicado e difundido pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Assim como o Enem, o Saeb, Sarep ou qualquer outro índice o resultado é desastroso.

 

Não importa a metodologia, nem a faixa etária, nem a região ou o tipo de escola. O resultado é sempre o mesmo. Às vezes me parece que o Ministério da Educação age como aquele garoto que, ao saber que o monstro vai aparecer no filme que assiste na televisão, muda de canal para não enfrentar o problema.

 

O resultado do novo indicador da nossa ineficácia educacional, só vem a confirmar a inevitável falência do projeto educacional do governo. Não importa qual, seja do governo Lula, seja do FHC (que foi quem começou com isso, através do ministro Paulo Renato), avalia-se, diagnostica-se, mas ações que é bom, nada.

 

Se é assim, proponho a criação de um novo indicador, o Idébil - Índice de Debilidade da Formação Acadêmica. Quanto maior a debilidade maior o índice, aí poderemos rapidamente chegar às “metas” do governo sair de 3,2 para 8,0 ou 9,0 rapidamente. Já que é para mudar de nome, proponho também a mudança do nome do Instituto que gerenciará o Idébil, que seja o Inepto, nome mais adequado à política pública de educação neste país. Além de tudo, eu pouparia ao educador Anísio Teixeira ter seu nome associado a essa “qualidade” de pesquisa.

 

Dentro da Educação, tem-se a impressão do diálogo de um surdo e cego com um mudo. Não é que não se entendem, sequer conseguem manter contato. Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) indicam um caminho, qual seja, da autonomia. Já as avaliações são formais, conteudistas. Avaliar o que, afinal?

 

Ou o próprio Ministério da Educação se entende e fala uma linguagem única, ou o Ideb, mesmo com o novo plano, já chamado de “PAC da Educação”, continuará com os mesmos números. Infelizmente.

 

 

 

Você Sabia?

 

Antes de pensarmos em fazer algo pela educação no Brasil, um passo fundamental é acompanhar de perto as propostas e ações do governo e fiscalizar no que estão investindo (ou queimando) o nosso dinheiro. Não deixe de acessar e cobrar:

 

www.mec.gov.br

www.inep.gov.br


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Do Gênio ao Burro

 

 

Roberto Carlos na Jovem Guarda: uma turma genial

 

 

Por falar em gênios, você conhece a música O Gênio, grande sucesso de Roberto Carlos? Composta por Getúlio Cortes, é uma das 12 faixas de Roberto Carlos - 1966, lançado durante a Jovem Guarda. Muitas canções do disco se tornaram “marcas registradas” do cantor, como Eu Te Darei o Céu, Namoradinha de um Amigo Meu, Negro Gato e É Papo Firme. Vamos relembrar:

 

 

Andando um dia na rua notei

Alguma coisa caída no chão

Bem curioso aquilo peguei

E sem querer esfreguei minha mão

O tal negócio explodindo fez fumaça no ar

Meio amedrontado não saí do lugar

Um cara em minha frente de repente surgiu

Sem que eu soubesse de onde ele saiu

Me agradecendo disse pode pedir

Todos seus desejos eu terei de cumprir

Hesitei, porém topei

Eu já sabia a história de cor

E apressado pedi a melhor

Garota para comigo ficar

E muita grana para farrear

Mas não sabia que o gênio

Era malandro demais

 

Conquistou meu broto me passando pra trás

E falso era o dinheiro que ele me arranjou

Quando bronqueei disse que pobre ficou

E jamais um broto conseguiu namorar

Muito me implorou pedindo para ficar

Hesitei, porém deixei

E lá de casa não quer mais sair

Só sei dizer que com ele prendi

A não querer tudo fácil demais

 

 

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Teixeirinha, Tonico e Tinoco: cativados pelo Burro Picaço

 

 

Bom... se tem “O Gênio”, também deve ter “O Burro”... Então vamos relembrar um burro famoso, que ficou conhecido em todo o Brasil. É o Burro Picaço, canção de Anacleto Rosas Jr. e Geraldo Costa, que foi um dos grandes sucessos de 1977, gravada pelos irmãos paulistas Tonico e Tinoco (no LP Sertão sem Poluição) e pelo gaúcho Teixeirinha, no disco Norte a Sul. Os versos são pura diversão:

 

 

Comprei um burro picaço

De treis ano mais ou meno

Na hora de dá o recibo

O tropeiro foi dizendo:

 

Cuidado com esse macho

Esse bicho tem fama

De ser perigoso

Por ter matado peão

O nome do burro ficou criminoso

 

Joguei o lombio no burro

O macho se estremeceu

Apertei a barrigueira

O meu burro se encoieu

 

Sentei enrriba do couro

O povo de perto de medo correu

Mas qual o que minha gente

Pagão que me aguente

Inda não nasceu

 

Tosei a crina do burro

Na sistema meia-lua

Prá cortar uma légua e meia

Meu criminoso nem sua

 

Prá varar uma canteira

Passar uma porteira

Corrida ele avua

Sai fogo de todo lado

No passo picado

Na pedra da lua

 

Eu já vi burro ligeiro

Mas iguar esse inda não

Ingeitei cinco pacote

Do fio do meu patrão

 

Gosto muito de dinheiro

Cinco mil cruzeiro

Não leva o machão

Pra falar mesmo a verdade

Não existe riqueza

Que compre o burrão

 

 

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Você Sabia?

 

Teixeirinha ficou órfão aos nove anos, depois de perder a mãe. Imortalizou sua história na canção “Coração de Luto”, um dos maiores sucessos da música brasileira. Essa e outras histórias você encontra em:

 

www.teixeirinha.com.br

www.widesoft.com.br/users/pcastro2/apresent.htm (sobre Tonico e Tinoco)

www.robertocarlos.com


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“Não se pode censurar os jovens preguiçosos, quando a responsável por eles serem assim é a educação dos seus pais.” - Esopo, fabulista grego

 

 

 

Com esse pensamento de Esopo, escrito há mais de 2.000 anos, fechamos o DLOG sobre as espécies de educação. Você acredita que a educação é raiz de tudo? E o que cada um de nós vai fazer para melhorá-la? Lamentar ou agir?

 

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Mergulhe neste Cafezinho. Talvez você ganhe uns minutos nutritivos... 

 

Até o próximo DLOG!

 

Luciano Pires

www.lucianopires.com.br

cafebrasil@lucianopires.com.br

 

 

 

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