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| Dlog Café Brasil - 28/8/2007 11:31:00 - N° 3 |
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Dlog Café Brasil - A CERTEZA DA IGNORÂNCIA |
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“Só existem duas coisas infinitas: o universo e a ignorância do ser humano. E não estou certo sobre o universo...” - Albert Einstein

Bem-vindo ao DLOG Café Brasil, mais uma canal interativo para disseminar o melhor da cultura nacional e combater a “pocotização” do Brasil.
Nosso DLOG nasce de uma evolução do Boletim Café Brasil, o informativo cultural que produzimos quinzenalmente entre 2005 e 2006.
Criamos o DLOG pensando nos ouvintes que querem explorar ainda mais o Programa Café Brasil. A cada semana, traz os conteúdos “nutritivos” que não cabem na edição em áudio.
O DLOG também está aberto à sua participação. Ao longo da edição, você poderá publicar seus comentários e deixar dicas para os outros leitores.
Nessa edição vamos falar sobre “A Certeza da Ignorância". As definições filosóficas dizem que a ignorância é um estado puramente negativo, que consiste na ausência de todo conhecimento relativo a um objeto.
A ignorância pode ser vencível ou invencível, conforme esteja ou não em nosso poder fazê-la desaparecer. A ignorância também pode ser culpável ou desculpável, conforme seja, ou não, nosso dever fazê-la desaparecer. Como dizia Wilhelm Reich, “ninguém tem culpa de estar doente. Mas tem culpa de não buscar a cura”.
Para contrabalançar um tema tão pesado, vamos explorar uma trilha musical de primeira. Vamos com o músico Antonio Adolfo, interpretando dois autores geniais: Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth.
Espero que goste da novidade, compartilhe suas opiniões e siga acompanhando o Programa Café Brasil pelo rádio ou podcast.
Boa leitura!
Luciano Pires
Avaliação dos usuários:
(4 votos, média:3,25 de 5)
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Quando a Ignorância mata a Cultura

Museu da Língua Portuguesa: Vítima da Ignorância
Em 2006 foi inaugurado o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo. Nossa língua é um patrimônio que nós, materialistas, tratamos com descaso. Ela não tem valor aparente. Qualquer um fala. Não dá pra vender. Não dá pra alugar. Nem dá pra emprestar. E mesmo falando errado nos fazemos compreender. Não entendeu? “O pobrema” é seu. O ministro fala errado? Não é “pobrema” meu...
Qualquer investimento focado em educação e cultura é primordial para este país de brucutus, que só consegue investir naquilo que traz resultados imediatos. Mas para ter valor, museus só têm sentido onde o povo tenha um mínimo de educação para entender e respeitar o que está visitando.
Eu fiquei indignado quando li que o Museu da Língua Portuguesa foi fechado para manutenção poucos dias após a inauguração. A manutenção era para consertar o estrago que os visitantes fizeram, pisando onde não deviam. Arrancando partes de algumas obras. Sujando outras... A manutenção aconteceu por causa do desleixo. Ou será da depredação?
E então? Será que as pessoas que visitam o museu o merecem? Ah, mas quem depreda é uma minoria... Dirão os mais apressados. É verdade... Mas e a maioria que vê a minoria depredando e se finge de morta?
Perdemos a capacidade de indignação. O sujeito fura a fila e eu fico quieto. Outro quebra o orelhão e eu fico quieto. Não é “pobrema” meu... E se eu falar alguma coisa sou capaz de ser vaiado pela maioria. Vão me chamar de estressado, neurastênico... E se bobear ainda tomo um tiro do vagabundo. Pois é...
E se eu fico quieto com as pequenas coisas que me atingem diretamente, você acha que vou gritar contra um deputado desonesto? Contra a fila de aposentados? Contra a baixaria na televisão? Eu não. Não é “pobrema” meu...
Acho que o melhor é ir visitar o Museu da Língua Portuguesa. Quero ver se lá tem a palavra “burro”...
Você Sabia?
O Museu da Língua Portuguesa está instalado na Estação da Luz, no centro de São Paulo. O prédio foi inaugurado em 1901 e quase destruído por um incêndio em 1946. Acabou sendo restaurado em 2004. Essa e outras histórias você encontra em:
www.museudalinguaportuguesa.org.br
www.estacoesferroviarias.com.br
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Adolfo abraça Nazareth e Chiquinha
Antonio Adolfo e Carlos Lyra
Em nossa parte musical, a ignorância não tem vez! Estaremos acompanhados por uma “trinca de ases”: Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, relembrados pelo grande músico Antonio Adolfo. Vamos falar sobre as canções do disco Antonio Adolfo abraça Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga.
Instrumentista, pianista, arranjador, compositor, produtor musical e professor, Antonio Adolfo vem de uma família ligada à música. Seu pai foi violinista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O irmão é o cantor e compositor Ruy Mauryti. Sua filha, Carol Saboya, seguiu a carreira de cantora.
Antonio Adolfo iniciou sua carreira profissional aos 16 anos. Integrava os conjuntos “Samba a Cinco” e “Trio 3-D”, presenças constantes nos primeiros tempos da bossa nova no famoso Beco das Garrafas. Na peça musical Pobre Menina Rica, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, lá estava ele.
Tornado em BR 3
Em 1967, em parceria com Tibério Gaspar, criou algumas pérolas da MPB. Lembra de Sá Marina, na voz de Wilson Simonal? E Teletema, com Evinha? Mas um dos seus maiores sucessos foi BR 3. Grande vencedora do Festival Internacional da Canção de 1970, marcou a chegada da soul music ao Brasil, na voz de Toni Tornado.
Você Sabia?
Desde 1985, Antonio Adolfo vem se dedicando a sua escola de música, além de participar em eventos como instrumentista e educador. Mas também não deixa de lado a carreira de intérprete. Para saber mais sobre sua trajetória e projetos atuais, acesse:
www.antonioadolfo.com.br
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Escolas da Ignorância?
Agora vou trazer um nome polêmico para a nossa reflexão sobre a ignorância. Em “Ignorância e Poesia”, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu:
Minha amiga Graça Salgueiro chamou a atenção para as frases dos vestibulandos da UFRJ/1999, publicadas algum tempo atrás pelo Jornal do Brasil como exemplos de burrice juvenil. Entre elas, há verdadeiros “achados”. Grandes provas de que nos abismos da ignorância podem ocultar-se tesouros de “intuição poética”:
“O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro”
Não parece saído de um livro de filosofia natural do século XVIII?
“O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades” Nada mal para um artigo de Roberto Campos...
“A igreja ultimamente vem perdendo muita clientela”
Uma expressão muito correta, levando em conta no que a igreja se transformou.
“O sol nos dá luz, calor e turistas”
Lindo não? Parece saído de uma crônica de Carlinhos Oliveira ou Rubem Braga.
“A harpa é uma asa que toca”
É um verso digno da Anthologia graeca.
“A insônia consiste em dormir ao contrário”
Stanislaw Ponte Preta daria um braço para produzir uma frase dessas.
“A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos”
Talvez seja a mais exata definição da fé, próxima de uma de São Paulo Apóstolo.
“A Previdência Social assegura o direito à enfermidade coletiva”
É José Osvaldo de Meira Penna no seu melhor estilo.
Eu daria um 10 a todos esses meninos e os aprovaria no curso de Letras. No mínimo, eles escrevem melhor do que os repórteres do Jornal do Brasil...
Você Sabia?
Todos os anos, dezenas de sites e jornais divulgam novas “pérolas” produzidas por vestibulandos ou candidatos de concursos públicos. Para conferir alguns desses absurdos, acesse:
www.releituras.com/pvestibular
www.acessa.com/galera/humor.apl
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A Certeza da Ignorância e a Ignorância da Certeza
Agora trago um texto de Paulo Zappi, um brasileiro que mora na Austrália e que escreve para as Iscas Intelectuais em www.lucianopires.com.br. Zappi escreveu sobre “A Certeza da Ignorância e a Ignorância da Certeza”:
Um amigo fez uma previsão, alguns anos atrás: a Internet causaria um renascimento das artes e das ciências. Estava bem claro que nunca antes foi tão fácil ter acesso ao conhecimento humano e às maiores manifestações artísticas sem precisar sequer sair de casa. Os maiores pensadores da humanidade a alguns clicks de distância. Mas foi um engano.
A imensa popularidade de sites inúteis e de variadas manifestações da ignorância coletiva atestam. Alguns usam a Internet para evoluir, mas são proporcionalmente ainda menos do que os que apoiavam Galileu, em épocas e lugares onde a igreja católica exercia seu poder absoluto e tirano.
Talvez o início da Internet tenha contribuído para a superficialidade. Textos curtos e rápidos substituíram ensaios mais extensos. Desenhos e fotos mal podiam ser transmitidos, devido à lentidão de acesso. Um vídeo? Nem pensar. Cartas cuidadosamente escritas cederam lugar a incrivelmente rápidos e-mails de uma linha.
Nada serve como pretexto agora: milhões de textos, livros, vídeos e fotos podem ser acessados em um piscar de olhos. Vozes mortas há décadas surgem incólumes, como se falassem agora mesmo, especialmente para o ouvinte. Interpretações musicais magníficas estão disponíveis em um segundo. Ainda assim, quanto mais elaborada a manifestação da inteligência humana, menor a sua popularidade.

Não é só em terras bananeiras que esse fenômeno ocorre. Acho que a atração pela ignorância é um fenômeno universal. Entretanto o isolamento causado pela Língua Portuguesa torna essa situação ainda mais empedernida, cristalizada. É o problema de lugares como o Nepal e Bangladesh.
Por que será que a estupidez atrai tanta gente? Eu tenho uma teoria. É porque o ignorante sempre tem certeza, enquanto o sábio sempre duvida. Quem pensa é visto como vacilante pela massa ignorante, que prefere a certeza estúpida.
O muçulmano que amarra bombas em si mesmo tem certeza que irá ao céu, e que encontrará doze virgens esperando por ele. O católico tem certeza da virgindade da “virgem” Maria. O judeu está certo de que não pode acender a luz no Shabat, ou coisas terríveis acontecerão. O conforto da certeza não tem rivais: quem troca o certo pelo incerto? Quem pensa troca o certo pelo incerto. A certeza cega não serve a quem sabe usar a cabeça. Sem incerteza, não há progresso, não há Ciência.
Um ponto, entretanto, distingue a sabedoria da ignorância. A Ciência sempre baseia seu progresso na experimentação e na observação. Não pode lançar dogmas obscuros, é obrigada a basear o que sabe no que acontece na realidade. É olhando para a realidade que se progride. Como disse Galileu Galilei: “Falar de forma obscura todo mundo sabe, mas de forma clara pouquíssimos conseguem.”
Isto não mudou absolutamente nada nos dias de hoje. Ainda há esperança. Até a eleição de Lula tem um ponto positivo: muita gente teve que se organizar para confrontá-lo, e confrontá-lo com realidade e inteligência. Eu devo a ele o fato de estar escrevendo estes textos. Não espero que ninguém aprenda nada com eles, mas gosto de pensar que eles abrirão o apetite a mais conhecimento, em um país que está intelectualmente na escuridão profunda das certezas eternas.
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Chiquinha Gonzaga

Hoje vamos falar sobre algumas músicas do disco Antonio Adolfo abraça Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, lançado em 1991.
Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro em 1847. Foi a primeira compositora de choro, primeira pianista de choro e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
Filha de um general do Exército Imperial e de uma humilde mãe mulata, Chiquinha foi educada dentro dos padrões aristocráticos. Seu padrinho era o Duque de Caxias. Mas, desde cedo, seu interesse era pelas rodas de lundu, umbigada e outras músicas populares típicas dos escravos.
Seu primeiro sucesso foi a polca Atraente, de 1877. Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.

Primeira compositora de destaque na história da música brasileira, começou a compor canções e valsas na adolescência. Teve uma vida atribulada, separando-se do marido e conquistando sua independência numa época em que isso causava escândalo na sociedade. Foi professora de piano e freqüentava as rodas de choro, tocando em festas e bailes com outros “chorões”.
Fez também música para teatro, apesar da resistência que tinha de vencer por ser mulher. Em 17 de janeiro de 1885, estreou a primeira peça musicada pela maestrina: A Corte na Roça. Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.

Politizada, Chiquinha Gonzaga participou ativamente das campanhas abolicionista e republicana na década de 1880. No início do século XX, viajou pela Europa apresentando suas músicas. Na volta ao Brasil, musicou peças e compôs operetas.
Outra grande obra da compositora é a música Faceiro. Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.

O seu grande sucesso popular foi a marcha carnavalesca Ó Abre Alas, que compôs para o cordão Rosa de Ouro em 1889.
Chiquinha Gonzaga morreu no dia 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos. Sua história, pouco lembrada, virou uma minisérie na TV Globo em 1999. O grande êxito da produção resultou numa série de regravações, lançamentos de discos e biografias.
Você Sabia?
Em 1920, quinze anos antes de sua morte, Chiquinha Gonzaga escreveu uma carta-testamento aos filhos. Deixava uma instrução simples para o enterro: “Ponham uma cruz com esse emblema: Sofri e Chorei”. Essa e outras histórias você encontra em:
www.chiquinhagonzaga.com
www.samba-choro.com.br/artistas/chiquinhagonzaga
www.vidaslusofonas.pt/chiquinha_gonzaga.htm
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Ignorância em Verso e Prosa

Seguindo em nosso DLOG sobre a ignorância, vamos com o “Poema do Ser Ignorante”, do português João Firmino Alves:
Em cada objecto busco
A suprema explicação
Da minha vida,
Existência alienada pelo silêncio.
Em toda a simplicidade procuro
O elo ascendente
Que ao começo dos tempos
Me liga à humanidade.
Venho não sei muito bem de onde.
Rápido pelo desconhecido sigo.
E no caminho não há palavra que explique
Minha existência neste mundo a morrer.
Quem sou? – desesperado ao céu pergunto.
Para onde vou? – a terra questiono em joelhos sobre ela.
E do silêncio sepulcral e escuro que me rodeia
Uma resposta medonha sobe na alma:
«Não sabemos!»
Você Sabia?
João Firmino Alves é uma das maiores promessas atuais da poesia portuguesa. Natural da cidade do Porto, tem apenas 26 anos e já ganhou diversos concursos. Você encontra alguns dos seus poemas em:
http://ideias-pensamento.blogspot.com

Na história da humanidade, um ponto sempre esteve em destaque: a luta conta a ignorância. Muita gente falou a respeito:
Kalil Gibran disse: “Eu lavo as minhas mãos em relação àqueles que imaginam que falar seja conhecimento, que silêncio seja ignorância e que indecisão seja arte.”
Johann Von Goethe disse: “Não há nada mais assustador que a ignorância em ação.”
Walter Kerr disse: “Metade do mundo é composto de idiotas, e a outra metade de pessoas suficientemente espertas para vergonhosamente tirar vantagem deles.”
Martin Luther King disse: “Nada no mundo é mais perigoso que a verdadeira ignorância e a estupidez conscienciosa.”
Samuel Butler disse: “Os verdadeiros caráteres da ignorância são a vaidade, o orgulho e a arrogância.”
E você? Diz o que?

King: a Ignorância tentou calar a sua Voz
Você Sabia?
Luther King ficou conhecido como uma das maiores vozes contra o racismo nos Estados Unidos. Foi o mais jovem ganhador do Nobel da Paz. Pouco depois, acabou assassinado. Essa e outras histórias sobre os pensadores citados você encontra em:
www.martinlutherking.org
www.paralerepensar.com.br/gibran.htm
www.starnews2001.com.br/literatura.html (sobre Goethe)
www.walterkerrtheatre.com
www.victorianweb.org/science/butler.html
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www.ignorância...
Você sabia que tem até sites sobre a ignorância? No portal Ignorantismo tem uma área chamada “Engane um Trouxa você Também”. Confira algumas “dicas”:
É fácil enganar os outros e ganhar dinheiro no Brasil, sem desrespeitar a lei. Veja alguns exemplos:
Monte uma Igreja. As igrejas têm isenção de impostos, portanto, é só convencer os seus fiéis a contribuir com sua igreja e pronto! O mais interessante é convencer os fiéis a não questionar a doação...
Venda Produtos para Emagrecimento. Como a “diet paranóia” está disseminada, é muito fácil inventar um produto para “ajudar” no emagrecimento. Basta criar algum produto com um nome que tenha slim, diet ou fit que o sucesso é garantido!
Escreva, ou então somente venda, Livros de Auto-ajuda. Não precisa ser muito inteligente, é só escrever um livro em que se repete o tempo todo, de várias maneiras, a máxima “Você Quer, Você Pode”.
Abra uma Fábrica de Produtos Homeopáticos. A homeopatia baseia-se na diluição de um “principio ativo”. Ou seja, você pode perfeitamente vender água destilada sem o menor problema. É só alegar que a água preservou a “memória” do principio...
Você Sabia?
Em 1899, Charles Duell, Diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos propôs o fechamento do registro de novas patentes com uma justificativa fantástica: “Tudo o que podia ser inventado já foi”. Essa e outras histórias você encontra em:
www.geocities.com/ignorantismo
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Ernesto Nazareth
Agora vamos relembrar outro grande compositor brasileiro homenageado no disco Antonio Adolfo abraça Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga.

Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro em 1863. Pianista e compositor, é considerado o grande nome do “tango brasileiro” ou, simplesmente, choro. Talento nato, compôs sua primeira música, a polca Você Bem Sabe, aos 14 anos.

Aos 17 anos, participou de um recital ao lado de vários músicos famosos, como o grande flautista Viriato Figueira da Silva. Ernesto se sentia cada vez mais atraído pelas rodas de choro. Como “resposta” a uma polca do amigo Viriato, compôs Não Caio Noutra. Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.
Chorinho, por Candido Portinari
Consagrado entre os músicos, Nazareth trabalhou durante anos no antigo Cine Odeon, executando os clássicos eruditos e suas próprias composições. Foi nessa época que compôs Odeon, seu grande sucesso. Vamos fazer uma viagem no tempo? Imagine como seria ouvir Eponina, com Ernesto Nazareth ao piano, na sala do cinema... Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.

O Majestoso Cine Odeon
Homem simples, Nazareth ouvia os sons que vinham da rua, tocados por músicos populares, e os levava para o piano, aplicando uma roupagem requintada. Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito. Era considerado por Heitor Villa-Lobos “A verdadeira encarnação da alma musical brasileira”.
Essa mistura é o “tempero” que torna as obras do compositor, como Escorregando, tão especiais. Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.

Outro clássico de Ernesto Nazareth é Apanhei-te Cavaquinho. É sua segunda composição mais gravada, perdendo apenas para Odeon. Pesquisadores do músico estimam que mais de 100 versões saíram em disco desde o seu lançamento. Para ouvir a música no Programa Café Brasil, Clique Aqui.
Você Sabia?
Depois da morte prematura da filha e mulher, além de uma surdez parcial, Nazareth entrou em profunda depressão e acabou internado em manicômios. Em 1934, sumiu da Colônia Juliano Moreira. Foi encontrado morto nas matas de Jacarepaguá. Essa e outras histórias você encontra em:
www.bn.br/fbn/musica/naz_lis.htm
http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/ernesto-nazareth.asp
http://musicabrasileira.org/ernestonazareth
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“Quem pensa pouco erra muito.” - Leonardo da Vinci

Sob a inspiração de Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios da história, fechamos a edição do DLOG Café Brasil sobre a ignorância, esse mal que aflige o homem desde que desceu das árvores. Reflita a respeito. O que é que você faz para combater a ignorância?
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Mergulhe neste Cafezinho. Talvez você ganhe uns minutos nutritivos...
Até o próximo DLOG!
Luciano Pires
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